quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

ENTRE LINHAS...





Entre linhas
[Rubyanne.S.S]
14/12/10
Era um simples papel em branco, daqueles bem amassado, porém em branco em meio aqueles entulhos era o que restava. Um pequeno lapis de ponta mal feita que mal se entendiam as letras rabiscadas.
Era como se tivesse encontrado a felicidade, ali estava com as mãos inquietas querendo colocar entre linhas o seu mundo, embora preto e branco e com cheiro daqueles objetos há muito tempo guardado, mesmo assim era o seu mundo onde as virgulas se tornavam reticencias, onde o ponto já não tinha tanta afirmação assim e as interrogações já se transformavam em duvidas certas.
Enquanto os pensamentos sobrevoavam aqueles entulhos os olhos fixavam no papel ainda em branco, era tantos o que se queria escrever que não sabia como começar e nem mesmo sabia ao certo se era tão importante o que poderia escrever.
As maos já não estavam tão inquietas aos poucos iam desfalecendo junto com o desejo de não transcrever mais, por hora desacreditava que seu mundo pudesse ser mudado, por poucas linhas colocado naquele papel em branco amassado, talvez porque sua vida estava do mesmo formato que o papel e mesmo desamassando ainda ficaria aquelas alterações, aqueles relevos que de alguma forma empataria a passagem da ponta do lapis mal feita para que ele conseguisse descrever seu mundo.
E assim foi os dias o papel amassado em uma mao, o lapis de ponta mal feita na outra e seu mundo passado em pensamentos. O caminho era incerto, as certezas concretas e embora a busca por um inicio fosse quase que impossivel, de longe avistou algo que chamou atenção e saiu a caminhar, afastou pedras, desviou ruas, correu contra o tempo e lá estava. Sentou tentou desamassar o papel e começõu a escrever...
“ Era uma vez um ARCO-IRIS, de cores perfeitas ofuscantes de beleza efêmera, de norte certo como se ali estivesse pra encantar. E encantou tanto que agora desejaria todos os dias para que ele aparece para fazer de todo o encantamento verdadeiro e mesmo tendo que ir embora todos os dias já deixou sua marca, seu colorido e será assim enquanto houver vida!”
Dobrou o papel e voltou a caminhar e todo fim de tarde abria o papel relia as entre linhas com atenção e fechava os olhos como uma forma de voltar a viver aquela realidade passada. A sensação de abrir os olhos e ver tudo em preto e branco ficara minimizada ao lembrar da alegria do COLORIDO!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

...

PELA JANELA
[Rubyanne Serejo]

Fim de tarde
Olho pela janela e vejo o sol indo embora
Junto com as horas diante o barulho dos ponteiros.
O silencio é quebrado pelas batidas de um
coração que não se cansa de sentir saudades.
Continuo a olhar pela janela o cinzento do céu que
avisa que logo teremos horas frias.
E no corpo o calor avisa que nada nem
mesmo o tempo vai fazer cessar a
temperatura que hoje é constante no termometro.
De repente vem aquela sensação de que você
está ao meu lado, eu sinto teu cheiro pelo quarto.
Te toco e te devoro com todos os pensamentos,
vou procurando por todos os lugares que esconde
esse teu amor que me provoca e me faz perder
o chao e todas as razões que me levam
a pensar no futuro desse amor.
Volto a janela e aquels pingos de chuva caindo,
aquele cheiro pelo quarto, o meu desejo de
está ao seu lado se misturam com o clima frio
e fico aqui da janela pensando em um dia te sentir
aqui verdadeiramente perto de mim.

domingo, 12 de dezembro de 2010

PIKENA!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

ALMAS GEMEAS

Não viestes 
espontaneamente. 
Eu chamei por ti 
e viestes meiga... sorrindo delicada. 
Ainda permaneces aqui. 
Ficastes
e nos teus braços e 

em tua alma agasalhei-me... 
Acolhestes a minha carência 
e no teu mundo entrei...
Nos sonhos, na poesia, 
no enternecer das melodias, 
[como filho da lua], 
foi o mundo em que sempre orbitei. 
E como entrei no teu, 
para o meu te chamei... 
E nas confidências trocadas ,
entre queixas e risadas, 
descobrimos tantas coisas em comum
que fazem-nos almas gêmeas
andando por estradas separadas! 



E CADA VEZ MAIS ESSA ESTRADA TEM O FIM EM VOCÊ...

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A VERDADE...SEMPRE

Florbela Espanca

 
 
"Sou uma cética que crê em tudo, uma desiludida cheia de ilusões, uma revoltada que aceita, sorridente, todo o mal da vida, uma indiferente a transbordar de ternura. Grave e metódica até à mania, atenta a todas as sutilezas de um raciocínio claro e lúcido, não deixo, no entanto, de ser um D. Quixote fêmea a combater moinhos de vento, quimérica e fantástica, sempre enganada e sempre a pedir novas mentiras à vida, num dar de mim própria que não acaba, que não desfalece, que não cansa."

...

William Jennings Bryan




Destino não é uma questão de sorte, mas uma questão de escolha; não é uma coisa que se espera, mas que se busca.

(U)



Martha Medeiros

"Tristeza é quando chove,
quando está calor demais,
quando o corpo dói
e os olhos pesam.
Tristeza é quando se dorme pouco,
quando a voz sai fraca,
quando as palavras cessam
e o corpo desobedece.
Tristeza é quando não se acha graça, quando não se sente fome, quando qualquer bobagem nos faz chorar. Tristeza é quando parece que não vai acabar..."
 
 
 
 
O QUE SE PASSA???

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