segunda-feira, 24 de novembro de 2025

dEla

 


Transbordou, como quem tentou de tudo para se segurar no cais, suas forças foram usadas a todo fervor, como naqueles dias que as almas se entrelaçavam e dançavam juntas por lençóis.

Uma luz brilhava guiando o caminho, mas apagava em alguns percursos fazendo desviar-se, e a cada passada perdia a vista do cais. 

Foi jogado oceano adentro, mas não sabia nadar afogava-se nas palavras e nas ações e a cada respirar que a salvava, mas era puxada pra realidade sufocante.

Seus medos gritavam forte, seu peito doía em prantos que não podia soltar, a boca abafada entre os mergulhos nas lembranças felizes e na realidade de escolhas duras.

Seria assim, perdida naquela imensidão que não escolheu estar, mas que o tempo a faria entender, poderia escolher viver de minutos felizes, mas sabia que o caos a engolia toda vez que ousava abrir os olhos e enxergar o que de fato ela tinha…

terça-feira, 18 de novembro de 2025

dEla


Eu me joguei em você, como quem se jogar em um futuro incerto, como quem se lança no meio do nada, como quem acredita que no final do túnel vai ter uma luz indicando o caminho a seguir.

Em você eu encontro meu ponto de desequilíbrio daqueles que você tenta o tempo todo se equilibrar, como numa corda bamba gostosa de estar, dá um frio na barriga, mas do alto você só consegue me fazer suspirar.

E eu me jogo cheia de medos, eles estão entranhamos em mim, mas quando você me toca é como se o mundo inteiro pudesse ouvir apenas as batidas do meu coração que soam por ti.

Eu adoro te ver chegar, meu potinho de amor tão pequenininho,  com aqueles passinhos curtos , aquele cheiro que me penetra e me faz desejar.

E diante tanto olhar vc fecha os olhos, sorrir sem graça  que sabe como me encantar.

E eu me jogo em você como se fosse meu lugar de segurança, faço da sua pele a minha proteção que de tão quente me faz molhar, mas em enxuga com teu amor.

E eu me jogo no desejo de ficar, de não ter hora pra acabar, no desejo de findar dias, sem pensar que em seguida eu vou te ver descer pra ter que esperar um novo dia…

sábado, 5 de julho de 2025

dEla

 

Meu barquinho

Ventava forte , os medos daquelas ondas que batiam forte , virava o curso , olhava para sua bússola do tempo que girava freneticamente ao contrário.

Perdeu o remo que caiu no mar turbulento ,tentou segurar forte com um aperto do tamanho que tinha no seu coração, parecia tudo desgovernado sua mente, seu corpo, suas ideias, suas vontades e tudo que queria era avistar um lugar calmo que ao longe sabia que existia.

Em cada pancada brusca das ondas relembrava o quanto tinha que ser forte, continuava a segurar aquele barquinho frágil, mas que aos poucos ia passando onda por onda, como se soubesse onde queria chegar, mas não via ao longe nenhum espaço que poderia atracar.

Poderia viver dias à deriva com o pensamento longe, lembrando que naquela calmaria conseguiu viver, não conseguia duvidar que estava no caminho certo que em algum momento existiria um Porto Seguro, um cais, uma varanda, um lugar seu que se encaixaria e tudo ganharia mais sentido , que ia fazer tudo valer a pena e acreditava seguir com o coração descompassado 

Mas sempre com a lembrança daqueles momentos que fazia rir, que fazia suspirar , que fazia ser casa… um abrigo entendia que era turbulento, mas sabia que precisava de alguém pra acalmar e aos poucos ia deixando-se penetrar pelo cheiro, pelo toque suave das mãos que passeava livremente, pela boca que sussurrava gemidos e pela boca que se inundava de amor e prazer…

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