sábado, 5 de julho de 2025

dEla

 

Meu barquinho

Ventava forte , os medos daquelas ondas que batiam forte , virava o curso , olhava para sua bússola do tempo que girava freneticamente ao contrário.

Perdeu o remo que caiu no mar turbulento ,tentou segurar forte com um aperto do tamanho que tinha no seu coração, parecia tudo desgovernado sua mente, seu corpo, suas ideias, suas vontades e tudo que queria era avistar um lugar calmo que ao longe sabia que existia.

Em cada pancada brusca das ondas relembrava o quanto tinha que ser forte, continuava a segurar aquele barquinho frágil, mas que aos poucos ia passando onda por onda, como se soubesse onde queria chegar, mas não via ao longe nenhum espaço que poderia atracar.

Poderia viver dias à deriva com o pensamento longe, lembrando que naquela calmaria conseguiu viver, não conseguia duvidar que estava no caminho certo que em algum momento existiria um Porto Seguro, um cais, uma varanda, um lugar seu que se encaixaria e tudo ganharia mais sentido , que ia fazer tudo valer a pena e acreditava seguir com o coração descompassado 

Mas sempre com a lembrança daqueles momentos que fazia rir, que fazia suspirar , que fazia ser casa… um abrigo entendia que era turbulento, mas sabia que precisava de alguém pra acalmar e aos poucos ia deixando-se penetrar pelo cheiro, pelo toque suave das mãos que passeava livremente, pela boca que sussurrava gemidos e pela boca que se inundava de amor e prazer…

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