Entre linhas
[Rubyanne.S.S]
14/12/10
Era um simples papel em branco, daqueles bem amassado, porém em branco em meio aqueles entulhos era o que restava. Um pequeno lapis de ponta mal feita que mal se entendiam as letras rabiscadas.
Era como se tivesse encontrado a felicidade, ali estava com as mãos inquietas querendo colocar entre linhas o seu mundo, embora preto e branco e com cheiro daqueles objetos há muito tempo guardado, mesmo assim era o seu mundo onde as virgulas se tornavam reticencias, onde o ponto já não tinha tanta afirmação assim e as interrogações já se transformavam em duvidas certas.
Enquanto os pensamentos sobrevoavam aqueles entulhos os olhos fixavam no papel ainda em branco, era tantos o que se queria escrever que não sabia como começar e nem mesmo sabia ao certo se era tão importante o que poderia escrever.
As maos já não estavam tão inquietas aos poucos iam desfalecendo junto com o desejo de não transcrever mais, por hora desacreditava que seu mundo pudesse ser mudado, por poucas linhas colocado naquele papel em branco amassado, talvez porque sua vida estava do mesmo formato que o papel e mesmo desamassando ainda ficaria aquelas alterações, aqueles relevos que de alguma forma empataria a passagem da ponta do lapis mal feita para que ele conseguisse descrever seu mundo.
E assim foi os dias o papel amassado em uma mao, o lapis de ponta mal feita na outra e seu mundo passado em pensamentos. O caminho era incerto, as certezas concretas e embora a busca por um inicio fosse quase que impossivel, de longe avistou algo que chamou atenção e saiu a caminhar, afastou pedras, desviou ruas, correu contra o tempo e lá estava. Sentou tentou desamassar o papel e começõu a escrever...
“ Era uma vez um ARCO-IRIS, de cores perfeitas ofuscantes de beleza efêmera, de norte certo como se ali estivesse pra encantar. E encantou tanto que agora desejaria todos os dias para que ele aparece para fazer de todo o encantamento verdadeiro e mesmo tendo que ir embora todos os dias já deixou sua marca, seu colorido e será assim enquanto houver vida!”
Dobrou o papel e voltou a caminhar e todo fim de tarde abria o papel relia as entre linhas com atenção e fechava os olhos como uma forma de voltar a viver aquela realidade passada. A sensação de abrir os olhos e ver tudo em preto e branco ficara minimizada ao lembrar da alegria do COLORIDO!

Linnnndo.Alimento da alma... :)
ResponderExcluirBjo. Lu.