Ecoava por todos os cantos aquele silêncio cheio de agonia,
penetrava a alma um ar quente que incendiava toda a calmaria.
Gritava entre as paredes que ela própria construía
uma prisão sem mapas para a saída
questões de dias acendia a escuridão que a libertava,
entre lágrimas e poucas falas deixava que tudo se tornasse nada.
Surgia ofegante aqueles sonhos que pareciam ser tão sólidos
destruídos os pensamentos do pra sempre, seria eterno.
Ficou a alma dolorida daquele império que aos poucos entrou em ruínas
carregado de tantas mentiras e pouco a pouco se destruía.
Aos que passavam percebia que tocava, mas não tinha alma,
se permitia, mas não era viva,
tentaria, mas pouco afagaria
não faria sentido uma busca por preenchimento que jamais se atingiria...
Rubyanne Serejo
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| El grito nº 3, 1983 Oswaldo Guayasamin |

Perfeito
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