Fazia aquela prece bem baixinho, de olhos fechados deixando a vida passar dentro daqueles segundos.
Se sentia segura dentro de todos os caminhos que escolhia dia após dia, aquela leveza no coração, aquela calmaria constante.
E os ventos sopravam devagar, os pensamentos como onda do MaR que vinha para inundar aquela areia antes seca e agora pronta pra se deixar chegar, tocar e sentar e refletir por tudo de bom que acontecia a sua volta.
Se sentia única, com aquele olhar apenas pra ela, com todos os pensamentos voltados pra ela, aquela de coração aberto que não esperava mais por caminhos coloridos, que um dia perdeu o brilho por trás de tantas pedras, dentro de labirintos sem saídas, vivendo das pequenas curvas na esperança de sair dali.
Então veio com aquela cor reluzente que a fez parar e seguir, tocar, se aprofundar, não só saiu do labirinto, mas também encontrou sua nova cor, seu novo ritmo, sua nova forma de sorrir.
E continuava ali naquela prece capaz de faze-la viajar por longos minutos mesmo dentro de um pequeno tempo.
Respirou fundo e agradeceu pelo bom dia.
Pelo sorriso.
Pelo olhar.
Pelo cheiro.
Pelo tocar.
Pela paciência.
Pelo boa noite.
Pelo aMoR.

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