Se
deparou dentro do tempo, aquele que aprisionava todos os seus passos
para o futuro, presa por pensar demais, por querer e esperar demais.
E
sempre decidia dar mais uma chance ao bendito tempo. Ele que carregou
dela talvez grandes momentos, mas que hoje consegue libertá-la para
ir além. Aquelas frações de olhares felizes, de momentos
cronometrados que a fazia pensar que ali era o tão sonhado mundo.
Foi. Naquele temo, mas...
Perdeu-se
por ai, ultrapassou aquele tic tac que ouvia-se quando tudo calava,
mesmo quando o coração ainda batia descompassado. E se foi.
Nem
sempre são escolhas o próprio tempo se encarrega de lhe conduzir,
através de percursos tão desconhecidos que lhe trazem medo de se
deixar ir.
Tudo
uma pequena questão de ajustar os ponteiros, e traz dentro do
coração o que o tempo construiu, fecha os olhos e se apega ao
passar tranquilo das horas, dos minutos e segundos, fica aquela
vontade de parar o tempo, de retirar dele todos os sorrisos, todas as
palavras e gestos.
E
é o mesmo tempo que hoje se torna tão compreensivo, tão passivo
aos caminhos que ficam cada vez mais repleto de reciprocidade, mas
repleto de encanto. Sem espera, sem sonhos incompletos, sem
idealizações insensatas.
E
todas as portas estão abertas parar serem adentradas com grandes
passos. E apenas aquele velho desejo que o tempo jamais vai apagar,
ou fazer esquecer...
SER
FELIZ...

ELA que apresenta o amor na sua maior simplicidade e veracidade, para ler e reler e não desacreditar no amor.
ResponderExcluirAte ela voltar...