terça-feira, 30 de outubro de 2012

Dela...



Se deparou dentro do tempo, aquele que aprisionava todos os seus passos para o futuro, presa por pensar demais, por querer e esperar demais.
E sempre decidia dar mais uma chance ao bendito tempo. Ele que carregou dela talvez grandes momentos, mas que hoje consegue libertá-la para ir além. Aquelas frações de olhares felizes, de momentos cronometrados que a fazia pensar que ali era o tão sonhado mundo. Foi. Naquele temo, mas...
Perdeu-se por ai, ultrapassou aquele tic tac que ouvia-se quando tudo calava, mesmo quando o coração ainda batia descompassado. E se foi.
Nem sempre são escolhas o próprio tempo se encarrega de lhe conduzir, através de percursos tão desconhecidos que lhe trazem medo de se deixar ir.
Tudo uma pequena questão de ajustar os ponteiros, e traz dentro do coração o que o tempo construiu, fecha os olhos e se apega ao passar tranquilo das horas, dos minutos e segundos, fica aquela vontade de parar o tempo, de retirar dele todos os sorrisos, todas as palavras e gestos.
E é o mesmo tempo que hoje se torna tão compreensivo, tão passivo aos caminhos que ficam cada vez mais repleto de reciprocidade, mas repleto de encanto. Sem espera, sem sonhos incompletos, sem idealizações insensatas.
E todas as portas estão abertas parar serem adentradas com grandes passos. E apenas aquele velho desejo que o tempo jamais vai apagar, ou fazer esquecer...
SER FELIZ...


Um comentário:

  1. ELA que apresenta o amor na sua maior simplicidade e veracidade, para ler e reler e não desacreditar no amor.
    Ate ela voltar...

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