Não
conseguia mais escrever tantas linhas era como se o possível “dom” tivesse
acabado, ou talvez ele nunca tivesse existido. Rasgava centenas de papeis,
iniciara dezenas de textos inacabados, por falta de rimas, por falta de uma
tristeza que disparava sua alma, para que ousasse transcrever o que não sentia
mais.
Rabiscos
de todas as formas, parava e pensava, despertando pensamentos que não conseguiam
se interligar nem unir linhas, buscava no coração sentir aqueles compassos
descompassados que um dia foi tao forte que pensava não conseguir resistir.
Não
havia motivos para senti-lo, também não existia sorrisos, um vazio, mas não era
tristeza, simplesmente existia um silencio que tinha vida própria, tinha
felicidade que cada vez mais se tornava uma incógnita, era um desafio tentar
falar, uma paralisia incompreendida e de tudo que se conseguia saber era que as
frases não terminadas eram os gritos de liberdade interna e grandes reticencias
externas.
Vão
sobrar linhas, vai sobrar silencio, mas os compassos continuarão a existir
talvez no ritmo calmo, ou totalmente o contrario, será um momento, ou então
será pra sempre.
Rubyanne
Serejo
03/01/2012

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