sábado, 19 de novembro de 2011

Dela...



Vestígios


Hoje ao acordar o primeiro rosto que vi foi o seu, procurei aquele aperto por dentro e nada senti, olhei para o lado, olhei novamente para você e não mexeu. Fiquei por alguns minutos parado tentando refletir sobre o que acontecia.
Levantou da cama, caminhou pelos cômodos, voltou e sacudiu os pensamentos obrigando=os a mexer no passado, nas omissões, nas mentiras como se dessa forma a dor passada pudesse vir a tona e faze-lo sentir-se vivo.
E aos poucos foi entendendo que se passaram tantos anos e muito mais tempo sem ver sua face e ao se deparar com o vazio pensou em tristeza, em que se apegaria agora? Buscou dentro de si um único pedaço restante daquela dor e nada restava, nenhum fantasma o atormentava. Ao virar, um simples estalo lhe trouxe um pensamento que o fez conversar consigo mesmo; “ Depois de tantos anos ser te tocar, sem falar teu nome, sem ter uma imagem definida de você e por todo esse tempo consegui viver sem a vida massacrante com as percas e desilusões, o que faria agora conviver com o que o tempo levou? ”
...o despertador iniciou as 05:20 a.m com sua musica preferida de fundo, abriu os olhos, buscou por todos os cantos sua imagem e só encontrou aquele aperto da saudade de não ter mais o seu amor, virou para o criado mudo, acendeu a luminária e marcou no calendário um X  espreguiçou-se e iniciou o dia.



P.S: No calendário havia uma observação.
“Dos sonhos que não me fazem feliz (X) 

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