domingo, 20 de março de 2011

Escritos...


Entre os rios...

Vontade de deixar minhas dores nesse papel, aquela que escondo aqui atrás dessa cortina que se abri todos os dias para o espetáculo da vida.
Tantos pensamentos saem de minha mala, aquela onde guardo as lembranças empilhadas, datadas e com as plaquinhas sinalizando TUDO EM VÃO.
Sabe como é coração se deixa vagar por correntezas leves e sem perceber chega a beira do abismo e nesse ponto nem adianta mais remar, e mais uma vez sua percepção foi enganada e bem que estava lá EM VÃO.
Depois da queda tudo fica embaralhado e você só sabe de uma coisa é aquela sensação novamente, aquela tristeza e um vazio que vai pairando sobre teu corpo e ao fechar os olhos aquela imagem de tudo despencando se torna mais forte ao ponto de sufocar.
Comprendo que nem tudo na vida preenche os buracos deixados pelo tempo cuida-se para tampa-los, mas quando esses são profundos o melhor a se fazer é colocar um aviso de DESVIE → não tocar alivia tantos impasses que você ainda não consegue se livrar.
Sei que um dia fecharei os olhos e não permitirei que essas feridas doam mais, sentirei apenas aquele alivio de respirar tranquila de vagar sem medo, sem que as surpresas daquela correnteza me pegue vou remar antes que a maré não ajude, sei que tenho forças, sei que só preciso jogar a mala perto do abismo e que as lembranças caia nas profundezas para nunca mais voltar...

Rubyanne Serejo.



2 comentários:

  1. Tem horas que nao entendo os seus textos, tem horas que nao entendo voce... e que seja entao tudo em vão!!!! e que termine logo tudo em vão!!!

    ResponderExcluir

Mais lidos...