sábado, 15 de janeiro de 2011

PROXIMA ESTAÇÃO...





Próxima estação

Pegou o primeiro trem que vinha, não olhou a placa, apenas seguiu sem destino, foi assim que a vida veio.
Destino! E existe?
No momento que se seguiu provou-se que não, o que estava vivo era a dor e o desejo de chegar a lugar algum.
De paradas bruscas, de silencios ensurdecedores, pensamentos soltos de ilusões que vagam pelos vagões.
Percorre pelos trilhos e aquela visão externa se torna cada momento mais distante, como se o que começasse a passar fosse paisagens com fundos brancos e aos poucos ao entarder passaria a ser preto.
Por toda a estrada de atalhos longos, de estações vazias que ficará para trás e vem mais uma e tantas outras e cada vez mais o desejo de não parar aumentava, desejaria descarrilhar e sair por ai sem freios, sem estações, sem paradas, sem rumos.
Seguir por dias afins, sem buscas, sem sonhos, sem vontade de viver, via todo dia o mesmo percuso e ficava a pensar.
Do que adianta procurar fugir se a principal estação está dentro de si!

Rubyanne.S.S
14/01/11

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